A disponibilidade de água doce enfrenta riscos crescentes devido à poluição industrial, ao uso de corantes nos processos produtivos e à presença de produtos químicos que chegam a rios, lagos e fontes de consumo. Esta situação exige soluções sustentáveis e acessíveis, uma vez que o A purificação da água é essencial para a saúde e o desenvolvimento humano.
Pesquisa da Noruega
Diante desse panorama, cientistas do Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) Eles estão trabalhando em métodos de purificação de água que aproveitam recursos abundantes, como luz do sol.
O pesquisador doutor Jibin Antôniodo Departamento de Engenharia Química, destaca a importância do desenvolvimento de tecnologias verdes e acessíveis: “O sol nos fornece uma enorme quantidade de energia gratuita. O desafio é encontrar materiais capazes de aproveitá-la para degradar os contaminantes presentes na água”.
Fotocatálise como estratégia
A proposta baseia-se na fotocatáliseprocesso no qual certos materiais chamados fotocatalisadores desencadeiam reações químicas sob a ação da luz, decompondo compostos nocivos em substâncias menos nocivas.
O mineral escolhido por Antônio é bismutitaum carbonato de bismuto presente em áreas da Noruega. Embora possua propriedades fotocatalíticas, sua eficiência máxima é alcançada apenas sob luz ultravioleta, que representa uma pequena fração da radiação solar disponível.
Métodos para melhorar a bismutita
Para superar esta limitação, Antônio tentou três abordagens:
- Modificação de sílica: melhora a adesão de contaminantes e gera defeitos estruturais que aceleram a reação fotocatalítica.
- Nanopartículas de ouro: Eles atuam como antenas que captam a luz solar e melhoram a reação. Embora isolados não deram resultados significativos, combinados com outras técnicas aumentaram a eficiência.
- Sinergia de métodos: A combinação melhorou a degradação de contaminantes sob condições normais de luz solar.
Resultados e projeção
Experimentos mostraram que é possível aumentar significativamente a capacidade da bismutita de purificar a água usando energia solarsem a necessidade de produtos químicos nocivos.
Este avanço representa um passo em direção aos sistemas de tratamento de água econômico, sustentável e baseado exclusivamente em energia solarcom potencial para ser aplicado em rios, lagos e fontes de consumo humano.
Antônio concluiu: “Não podemos resolver todos os problemas ambientais com um único método, mas se conseguirmos purificar a água utilizando a luz solar e a química inteligente, teremos dado um passo importante”.
A abordagem abre novas possibilidades para gestão sustentável dos recursos hídricosutilizando materiais e processos acessíveis que dependem da energia solar. Desta forma, facilita-se o acesso a água mais segura sem gerar impactos negativos adicionais, contribuindo para enfrentar um dos desafios ambientais mais urgentes do século XXI.
Com informações da AFP e Econews.

